Como destaca o empresário e fundador Aldo Vendramin, a segurança no trânsito deixou de ser uma pauta exclusivamente urbana e passou a ocupar espaço central também no meio rural. Em regiões onde estradas conectam propriedades, comunidades, centros de produção e escoamento, a mobilidade segura é parte essencial da vida e do trabalho no campo. A rotina rural depende diretamente da qualidade e da segurança das vias, por onde circulam máquinas agrícolas, caminhões, animais e famílias inteiras.
Nesse contexto, o uso de tecnologias como radares e lombadas eletrônicas ganha importância estratégica nas estradas do interior, não como instrumento de punição, mas como ferramenta de prevenção e preservação da vida. Este artigo analisa o papel da tecnologia, da fiscalização e da educação na construção de um trânsito mais seguro no campo.
Fiscalização eletrônica como instrumento de prevenção
Nos últimos anos, o Brasil avançou significativamente na fiscalização eletrônica do trânsito. Lombadas eletrônicas e radares fixos ou móveis têm se mostrado eficazes na redução do excesso de velocidade, uma das principais causas de acidentes em rodovias rurais. Segundo Aldo Vendramin, a simples presença de um ponto de monitoramento já induz o motorista a reduzir a velocidade e adotar uma postura mais cautelosa.

Estudos realizados em diferentes regiões do país indicam reduções expressivas no número de acidentes fatais em trechos com fiscalização eletrônica ativa. Isso reforça que a tecnologia vai além da função punitiva: ela atua diretamente na prevenção, especialmente em áreas de tráfego agrícola intenso, onde convivem veículos leves, pesados e máquinas de grande porte.
Os desafios da segurança viária no meio rural
As estradas rurais apresentam desafios próprios. Muitas vezes, faltam sinalização adequada, iluminação eficiente e pavimentação de qualidade. Curvas acentuadas, pontes estreitas e o fluxo misto entre caminhões, tratores, motocicletas e pedestres tornam o ambiente naturalmente mais arriscado. Nesse cenário, radares e lombadas eletrônicas funcionam como aliados silenciosos, lembrando o condutor de que cada trecho exige atenção redobrada.
Para Aldo Vendramin, a segurança viária no campo também é uma questão de eficiência produtiva: acidentes, danos a veículos e interrupções no tráfego geram prejuízos diretos ao escoamento da safra e à rotina das propriedades. Investir em controle inteligente de velocidade, portanto, traz ganhos econômicos, sociais e humanos.
Tecnologia aliada à consciência coletiva
Apesar dos benefícios comprovados, ainda existe resistência ao uso de radares em algumas comunidades, muitas vezes vistos apenas como instrumentos de arrecadação. Aldo Vendramin explica que essa percepção está mais ligada à falta de comunicação e transparência do que à tecnologia em si. Quando a instalação é precedida de estudos técnicos, acompanhada de sinalização clara e dialogada com a população, o entendimento muda e o valor coletivo desses dispositivos se torna evidente.
No entanto, tecnologia sozinha não resolve o problema. É fundamental que a fiscalização caminhe junto com a educação no trânsito. No meio rural, atitudes como respeitar os limites de velocidade, ter paciência em vias estreitas e redobrar o cuidado com pedestres e animais refletem valores tradicionais do campo que, quando aplicados à mobilidade, salvam vidas.
O futuro da segurança viária no campo
O avanço tecnológico aponta para estradas cada vez mais inteligentes. Sistemas baseados em sensores, monitoramento remoto e inteligência artificial já começam a ser testados em áreas urbanas e tendem a chegar também às rotas agrícolas, ampliando a capacidade de prevenção e resposta a riscos.
Para Aldo Vendramin, investir em estradas inteligentes é um passo natural rumo a um campo mais moderno, humano e eficiente. As vias rurais são o coração do agronegócio brasileiro, e mantê-las seguras significa preservar vidas, fortalecer comunidades e garantir o futuro da produção. Ao unir tecnologia, fiscalização responsável e conscientização dos motoristas, é possível transformar o trânsito no campo em um espaço de respeito e prevenção.
Autor: Ivash Jocen

