Na leitura do especialista Alex Nabuco dos Santos, o built to suit deixou de ser uma solução “de nicho” para se tornar um instrumento de estratégia imobiliária, com impacto direto em eficiência operacional, previsibilidade financeira e velocidade de expansão. Esse modelo cresce porque responde a uma dor real: empresas querem espaços sob medida sem imobilizar capital, enquanto investidores buscam contratos mais longos e ativos com propósito claro.
Se você acompanha mercado corporativo e quer entender por que o built to suit ganhou tanta tração no Brasil, avance a leitura e observe como o contrato redesenha a relação entre ocupação, risco e valor.
Por que o Brasil passou a olhar mais para esse formato?
O crescimento do built to suit no Brasil é resultado de uma combinação de fatores. Um deles é a maturidade das cadeias de suprimento e a pressão por eficiência, especialmente em logística e indústria. Outro fator é a racionalidade financeira: em muitos casos, faz sentido preservar caixa e direcionar capital para produto, tecnologia, operação e crescimento, em vez de travar recursos em obras e aquisição de terrenos.
Há ainda um componente cultural que se fortaleceu: a busca por previsibilidade. Em ambientes de oscilação econômica, contratos estruturados e de longo prazo se tornam âncoras. Para o empresário Alex Nabuco dos Santos, o built to suit prospera quando o mercado entende que previsibilidade não é rigidez, é clareza de jogo, com responsabilidades bem definidas e um ativo alinhado ao uso.
Segurança jurídica e a lógica do contrato de longo prazo
O built to suit se apoia fortemente em contrato. Não é apenas “aluguel”, é um compromisso que viabiliza investimento e obra com uma expectativa de permanência. Esse ponto ajuda a explicar por que empresas e investidores se interessam: o ocupante ganha um espaço calibrado, e o investidor ganha um fluxo de renda mais previsível, desde que o risco de crédito e a estrutura contratual sejam bem avaliados.
Na prática, o contrato se torna o motor do projeto. Ele define prazos, responsabilidades, mecanismos de correção, padrões de entrega, manutenção e, sobretudo, regras claras para cenários de mudança. Como sugere o especialista Alex Nabuco dos Santos, em built to suit, a harmonia do negócio depende menos de “boa vontade” e mais de desenho técnico do acordo.

Quem ganha com o built to suit e por quê?
Para o ocupante, o ganho principal é operacional. Um imóvel desenhado para a rotina reduz desperdícios, melhora fluxo, aumenta capacidade e diminui gargalos. O benefício aparece no dia a dia, quando a operação roda com menos perda de tempo, menos retrabalho e mais segurança. Para o proprietário, incorporadora ou fundo, o ganho tende a estar na estabilidade.
Contratos longos, com ocupantes relevantes, reduzem o fantasma da vacância e aumentam a previsibilidade de receita. Além disso, o ativo passa a ter uma narrativa clara de valor: ele existe para servir a uma operação concreta, com especificações que justificam investimento. Sob a ótica do especialista Alex Nabuco dos Santos, esse é um modelo que conversa bem com capital institucional, justamente por transformar o imóvel em infraestrutura e o contrato em pilar de retorno.
Onde o built to suit tende a continuar crescendo?
No Brasil, o built to suit segue especialmente forte em galpões logísticos, operações industriais, varejo de grande formato e serviços que exigem infraestrutura específica. À medida que a economia exige prazos menores, qualidade operacional e padrões mais rígidos, cresce o apetite por imóveis que nascem já alinhados ao uso.
Como conclui empresário Alex Nabuco dos Santos, o built to suit cresce porque entrega aquilo que o mercado mais valoriza quando o cenário é incerto: coerência entre imóvel e operação, previsibilidade contratual e um caminho mais eficiente para expandir sem sacrificar capital e governança.
Autor: Ivash Jocen

